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Ciclo de Polinização Musical em Paredes de Coura
dias 15, 16 e 17 de maio o Ciclo de Polinização Musical traz a Paredes de Coura um programa repleto de concertos e atividades dedicadas a vários géneros musicais
Por Administrador
Publicado em 14/05/2026 14:22
Paredes de Coura
Município de Paredes de Coura

Ciclo de Polinização Musical

Duques do Precariado :: Ensemble DME :: Kedi Sultan Trio :: Gaiteiros da Ponte Velha :: Catarina Carvalho Gomes

sex_sáb_dom | 15, 16 e 17 mai - Paredes de Coura

 

Aí está o segundo fim de semana do Ciclo de Polinização Musical com o folclore independente, ou etno-novidades, dos Duques do Precariado, a música erudita contemporânea e eletroacústica, promovendo também cruzamentos com outras linguagens artísticas pelo Ensemble DME, a herança musical do ‘oud’, um instrumento emblemático enraizado nas culturas mediterrânica, asiática e africana, com Kedi Sultan Trio, mas também a música tradicional portuguesa, com especial foco na gaita-de-fole e na tradição dos Zés-Pereiras, pelos Gaiteiros da Ponte Velha, ou até o novo projeto de Catarina Carvalho Gomes assente nas Novas Canções da Terra, com sonoridades que vão do folk, ao indie, ao jazz e ao fado.

Assim, desta sexta-feira até domingo, com entrada gratuita numa iniciativa que se estende por vários espaços do concelho, o Ciclo de Polinização Musical traz a Paredes de Coura um programa repleto de concertos e atividades dedicadas a vários géneros musicais, num programa que também se completa com a apresentação do livro "Os Zés Pereiras", de Napoleão Ribeiro e Tiago Manuel Soares, com base nos testemunhos de músicos de dezena e meia de grupos de zés pereiras, vários festeiros e diversos construtores de tambores e de gaitas-de-fole, bem como o Workshop de Dança Africana, com Isa Santos e Pedro Amaro, que nos convida a pelos ritmos de África.

O Ciclo de Polinização Musical é promovido pelo Município de Paredes de Coura, no âmbito da programação do seu Centro Cultural, contando com o apoio da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses / Direção-Geral das Artes, incluindo ainda a parceria de programação da Associação Cultural Rock’n’Cave e da Associação Porta-Jazz.

Paralelamente ao Ciclo de Polinização Musical, o +TAC - Mais Teatro Amador Courense, leva à cena a peça “O Pior”, no âmbito do FITAVALE, Festival Itinerante de Teatro de Amadores do Vale do Minho, que esta sexta-feira passa pelo Centro Cultural. Com direção e criação de Luís Filipe Silva, “O Pior” é uma sátira provocadora sobre os vícios, contradições e humores da vida comum.

 

Duques do Precariado | sex_15 mai_22h00 - Centro Cultural

Os Duques do Precariado fazem canções para celebrar as coisas ameaçadas. É música acústica e distorcida, carnuda e encharcada. Chamam-lhe Folclore Independente, ou Etno-novidades. São guitarras elétricas, bombos e flautas de três buracos. Esperam tocar o que ainda não ouviram, mas também o mesmo que sentiram da primeira vez que ouviram. As letras são desconfortáveis, cantam as aflições da carne, a morte dos que amam, a própria morte, e a morte do mundo conhecido. Cantam o amor e as suas imitações especiosas.

Ensemble DME | sáb_16 mai_21h30 - Antiga Escola Primária de Infesta

O Projecto DME aposta na criação e formação em música erudita contemporânea e eletroacústica, promovendo também cruzamentos com outras linguagens artísticas. Dirigido por Jaime Reis, teve início na Polónia e está sediado em Seia, no Conservatório de Música. Desde 2017, desenvolve atividade regular também em Lisboa, no espaço Lisboa Incomum, com residências artísticas e concertos. É financiado pela Direção-Geral das Artes/Ministério da Cultura com um apoio sustentado.
O presente programa propõe uma viagem pela música escrita para violino e violoncelo desde o início do século XX, incluindo obras de Maurice Ravel (em homenagem a Claude Debussy), Iannis Xenakis, uma peça para violino, violoncelo e eletrónica de Arshia Samsaminia, encomendada pelo Projecto DME, e ainda uma estreia mundial do jovem compositor, natural de Paredes de Coura, Pedro Pádua Rodrigues.

Ficha artística:
Jaime Reis - Director artístico e compositor
Beatriz Costa - Produtora e violinista
Rita Esteves - Produtora
Carolina Néu - Técnica audiovisual e produtora
Pedro Finisterra - Produtor e Compositor

 

[fotos: Catarina Carvalho Gomes (c) Karine Menezes + Kedisultan]

 

Kedi Sultan Trio | sáb_16 mai_17h00 - Coreto da Sra. da Pena - Mozelos

Kedi Sultan explora a vasta herança musical do ‘oud’, um instrumento emblemático enraizado nas culturas mediterrânica, asiática e africana.
Expressando diversas sensibilidades em todas as regiões, a profundidade do seu som convida consistentemente a uma presença consciente, ao pensamento poético e a uma delicadeza impressionante. Através de composições originais, simples de compreender, mas enraizadas no conhecimento ancestral, Kedi Sultan procura construir pontes entre linguagens musicais e oferecer uma abordagem contemporânea de sons atemporais.

Ficha artística:
Kedi Sultan - Oud
Riwan Pruvot - Saxofone Soprano
Nasci Theu - Congas e Percussão

Gaiteiros da Ponte Velha | dom_17 mai_15h45 - Largo de S. Caetano - Junta de Freguesia de Agualonga

Ligados à Associação Cultural Tirsense e à Escola de Música Tradicional da Ponte Velha Santo Tirso, os Gaiteiros da Ponte Velha são um projeto musical e cultural dedicado à preservação, estudo e divulgação da música tradicional portuguesa, com especial foco na gaita-de-fole e na tradição dos Zés-Pereiras.

Catarina Carvalho Gomes | dom_17 mai_16h30 - Largo de S. Caetano (Junta de Freguesia de Agualonga)

Novas Canções da Terra é o projeto de estreia de Catarina Carvalho Gomes como cantautora. A atriz apresenta um trabalho a partir das temáticas do cancioneiro tradicional e de intrínseca relação com a língua portuguesa, dado o seu interesse pelo texto teatral e poético. Escreve sobre luto, fascínio, solidão, conflito geracional e património, relacionando os ciclos emocionais do ser humano com os ciclos naturais da flora, priorizando sempre a voz enquanto instrumento e percorrendo as sonoridades do folk, indie, jazz e fado. Celebra a terra e os seus proveitos, aprecia a vida, admira a morte, com alegria e inevitabilidade.

Ficha artística:
Catarina Carvalho Gomes - Voz e composição
João Grilo - piano
Gonçalo Cravinho Lopes - contrabaixo

Apresentação do livro "Os Zés Pereiras" | dom_17 mai_ 15h00 - Largo de S. Caetano (Agualonga)

Sob direção artística de Nuno Dias, Tiago Manuel Soares e Napoleão Ribeiro, e com apoio da Direção Geral das Artes, "Os Zés Pereiras" foi construído com base nos testemunhos de músicos de dezena e meia de grupos de zés pereiras, vários festeiros e diversos construtores de tambores e de gaitas-de-fole.
Dessa investigação resultou um trabalho que contém mais de cinco dezenas de toques em partitura e vídeo, assim como menções a numerosas fontes documentais e iconográficas, recolhidas ao longo de vários anos pelos autores. Isto torna a publicação uma referência para o estudo da história desta prática musical, popularizada desde o final da Guerra Civil de 1830-1834 e que, em meados de oitocentos, já era designada como “zés pereiras” em Portugal e no Brasil.
"Os Tradicionais" de Agualonga é um grupo de Zés Pereiras que, com os seus tambores, concertinas e gaitas-de-foles, nos apresentam esta sonoridade tradicional.

Workshop de Dança Africana | sáb_16 mai_15h00 - Sra. da Pena - Mozelos

Animada por Isa Santos e acompanhada por música ao vivo, esta oficina convida qualquer pessoa interessada a sentir as raízes de África e a deixar ecoar no seu corpo o pulsar e a vibração do grande tambor (coração). Com os pés na Terra e os braços no ar, vamos deixar-nos embalar pelos ritmos de África. Dança, canta e encanta.

Ficha artística:
Dinamizadora - Isa Santos
Músicos - Pedro Amaro

“O Pior” – +TAC | sex_15 mai_21h30 -Centro Cultural

Tomemos as lamúrias, o sarcasmo, as irritações, as "comichões", as "pequeiras" - termo do linguajar alto Minhoto que teima na boca dos "locals" - a total falta de empatia; e façamos delas os "building blocks of life" (esta coisa dos "estrangeirismos" também já aborrece!). Em "O Pior", quisemos ser verticais e manter-nos irredutíveis em elencar - enumerar perfumado - o pior da gentalha que anda por aí, mesmo que sob os nossos pés borbulhe toda a lama fecal - matéria primordial de algum discurso político vigente - mesmo que já nos chegue pela cintura. Um espetáculo do pior! É com isto que nos comprometemos; um espetáculo para ser comentado nos "foyers" da vida, mas com muita humildade: " - Nunca vos disseram coisas com muita humildade? A mim estão-me sempre a dizer coisas com muita humildade!". O pior é vir ao Teatro... procurar algum sentido.

+TAC - Mais Teatro Amador Courense - é um grupo de teatro amador de Paredes de Coura, com foco em produções colaborativas e artísticas locais.

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