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Alto Minho fora das prioridades rodoviárias leva deputados do PS a questionar Governo
Por Administrador
Publicado em 03/07/2026 08:53
Política
PS Parlamento

Alto Minho fora das prioridades rodoviárias leva deputados do PS a questionar Governo

Alto Minho fora das prioridades rodoviárias

 

Na última semana, o Governo voltou a salientar que não fará grandes investimentos

na rodovia nos próximos anos, apontando para 2029 o início de uma nova fase de

investimento estruturais neste setor, apresentado projetos para a construção de 33

vias prioritárias.

Apesar de fundamental para zonas sem alternativas, nomeadamente ferroviárias, o

modelo proposto, tão criticado pelos que agora o apresentam, carece de

explicações acrescidas.

Mas mais grave do que isso, o facto de o distrito de Viana do Castelo estar de fora

de qualquer investimento, é motivo de ainda maior alarme.

Depois de termos o Ministro das Infraestruturas e da Habitação e o próprio

Primeiro-Ministro a visitar o distrito, mostrando empatia e preocupação com os

problemas claros de acessibilidade por todo o Alto Minho, é de uma

desconsideração injustificável a decisão de deixar todo o distrito sem um único

investimento estruturante.

O mesmo Governo que criticou a decisão do Partido Socialista de eliminar o pórtico

de Neiva na A28, que permitiu reduzir o custo da mobilidade para as empresas e

para as famílias, vem agora dizer que Viana do Castelo não é prioritária para os

próximos anos, deixando na gaveta projetos estruturantes para ligar o nosso

território e dar melhores condições de acessibilidade e de vida aos Alto-minhotos.

Lembrar que foi o próprio Ministro das Infraestruturas e da Habitação e mais

recentemente o Primeiro-Ministro, em visitas ao distrito, que salientaram a

importância de investir na rodovia para robustecer o tecido social e económico dos

10 concelhos como um todo, com especial destaque para a zona Valença –

Melgaço e Ponte da Barca - Arcos de Valdevez.

Lembrar ainda que os próprios deputados eleitos pelo partido que apoia o Governo

salientaram, de forma muito assertiva, que as ligações da A28 a Monção e da A27 à

fronteira da Madalena, em Ponte da Barca, iriam avançar, depois de uma resposta

parlamentar por parte do Ministério das Infraestruturas e da Habitação,

considerando que representava “um passo significativo para reforçar a coesão

territorial, promover a mobilidade das populações e criar melhores condições para

as empresas de concelhos como Monção, Melgaço, Arcos de Valdevez e Ponte da

Barca.”

O nosso distrito merece mais e merece um compromisso que não fique no papel ou

que frustre expectativas legitimamente criadas.

 

É, pois, fundamental perceber os motivos que levam o Governo a ignorar os alto-

minhotos e as suas justas reivindicações e reclamar pela introdução de

investimentos estratégicos no Alto Minho nestes investimentos a realização a partir

de 2029.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, os

Deputados do Grupo Parlamentar do Partido Socialista solicitam ao Ministro das

Infraestruturas e da Habitação resposta às seguintes questões:

1. Qual o racional na identificação dos investimentos prioritários por parte do

Governo, deixando de fora o distrito de Viana do Castelo?

2. A decisão quanto aos investimentos prioritários foi articulada com os

autarcas de todo o país?

3. Considerando fundamental essa articulação com os autarcas, que

contributos foram recebidos pelos municípios do Alto Minho e que avaliação

foi feita de cada investimento?

4. Os projetos que foram prometidos ao território e por diversas vezes

salientados nas visitas e nas audições regimentais vão avançar? Se sim,

qual a calendarização?

 

Os deputados

Marina Gonçalves

Frederico Francisco

Luís Testa

André Pinotes

Ricardo Lima

Humberto Brito

 

José Carlos Barbosa

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