Alto Minho fora das prioridades rodoviárias leva deputados do PS a questionar Governo
Alto Minho fora das prioridades rodoviárias
Na última semana, o Governo voltou a salientar que não fará grandes investimentos
na rodovia nos próximos anos, apontando para 2029 o início de uma nova fase de
investimento estruturais neste setor, apresentado projetos para a construção de 33
vias prioritárias.
Apesar de fundamental para zonas sem alternativas, nomeadamente ferroviárias, o
modelo proposto, tão criticado pelos que agora o apresentam, carece de
explicações acrescidas.
Mas mais grave do que isso, o facto de o distrito de Viana do Castelo estar de fora
de qualquer investimento, é motivo de ainda maior alarme.
Depois de termos o Ministro das Infraestruturas e da Habitação e o próprio
Primeiro-Ministro a visitar o distrito, mostrando empatia e preocupação com os
problemas claros de acessibilidade por todo o Alto Minho, é de uma
desconsideração injustificável a decisão de deixar todo o distrito sem um único
investimento estruturante.
O mesmo Governo que criticou a decisão do Partido Socialista de eliminar o pórtico
de Neiva na A28, que permitiu reduzir o custo da mobilidade para as empresas e
para as famílias, vem agora dizer que Viana do Castelo não é prioritária para os
próximos anos, deixando na gaveta projetos estruturantes para ligar o nosso
território e dar melhores condições de acessibilidade e de vida aos Alto-minhotos.
Lembrar que foi o próprio Ministro das Infraestruturas e da Habitação e mais
recentemente o Primeiro-Ministro, em visitas ao distrito, que salientaram a
importância de investir na rodovia para robustecer o tecido social e económico dos
10 concelhos como um todo, com especial destaque para a zona Valença –
Melgaço e Ponte da Barca - Arcos de Valdevez.
Lembrar ainda que os próprios deputados eleitos pelo partido que apoia o Governo
salientaram, de forma muito assertiva, que as ligações da A28 a Monção e da A27 à
fronteira da Madalena, em Ponte da Barca, iriam avançar, depois de uma resposta
parlamentar por parte do Ministério das Infraestruturas e da Habitação,
considerando que representava “um passo significativo para reforçar a coesão
territorial, promover a mobilidade das populações e criar melhores condições para
as empresas de concelhos como Monção, Melgaço, Arcos de Valdevez e Ponte da
Barca.”
O nosso distrito merece mais e merece um compromisso que não fique no papel ou
que frustre expectativas legitimamente criadas.
É, pois, fundamental perceber os motivos que levam o Governo a ignorar os alto-
minhotos e as suas justas reivindicações e reclamar pela introdução de
investimentos estratégicos no Alto Minho nestes investimentos a realização a partir
de 2029.
Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, os
Deputados do Grupo Parlamentar do Partido Socialista solicitam ao Ministro das
Infraestruturas e da Habitação resposta às seguintes questões:
1. Qual o racional na identificação dos investimentos prioritários por parte do
Governo, deixando de fora o distrito de Viana do Castelo?
2. A decisão quanto aos investimentos prioritários foi articulada com os
autarcas de todo o país?
3. Considerando fundamental essa articulação com os autarcas, que
contributos foram recebidos pelos municípios do Alto Minho e que avaliação
foi feita de cada investimento?
4. Os projetos que foram prometidos ao território e por diversas vezes
salientados nas visitas e nas audições regimentais vão avançar? Se sim,
qual a calendarização?
Os deputados
Marina Gonçalves
Frederico Francisco
Luís Testa
André Pinotes
Ricardo Lima
Humberto Brito
José Carlos Barbosa