Comédia de Enganos, de William Shakespeare estreia dia 27 de março Dia Mundial do Teatro
O Teatro do Noroeste - Centro Dramático de Viana estreia no próximo 27 de março, Dia Mundial do Teatro, o espetáculo Comédia de Enganos, de William Shakespeare, uma criação dirigida a públicos a partir dos 12 anos, que coloca a comédia e o jogo teatral no centro da experiência em palco.
Com encenação de Ricardo Simões, a peça começa com uma situação simples e explosiva: dois pares de gémeos, separados na infância, acabam por chegar, sem saber, à mesma cidade.
A partir daí instala-se uma sucessão vertiginosa de equívocos. As identidades trocam-se, relações confundem-se, dívidas surgem do nada e cada encontro empurra a história para um novo nível de caos, gerando momentos de comicidade e surpresa. Com duração de cerca de 90 minutos, Comédia de Enganos é a 174.ª criação do Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana, que celebra 35 anos de criação, programação, educação e participação artística em Viana do Castelo, em 2026. Para assinalar esta data redonda, a companhia residente do Teatro Municipal Sá de Miranda produz uma comédia de Shakespeare pela primeira vez, num espetáculo que reúne em palco o elenco atual e os atores fundadores, do seu Elenco de Honra.
Uma celebração do teatro como arte viva, feita de presença, risco e partilha, em que o humor é o motor da ação cénica.
A interpretação é de Adriel Filipe, Alexandre Calçada, Armanda Santos, Elisabete Pinto, Filomena Mouta, José Escaleira, Nuno J. Loureiro, Rafaela Sá, Ricardo Ribeiro, Tiago Fernandes e Tomás Gonçalves. Comédia de Enganos entra em cena no Teatro Municipal Sá de Miranda, em Viana do Castelo, de 27 a 29 de março e de 9 a 19 de abril, quintas-feiras às 11h00, sextas às 21h30, sábado às 19h00 e domingos às 16 horas.

Nota Artística do Encenador
“Comédia de Enganos” é uma peça sobre identidade, acaso e reconhecimento. Shakespeare constrói aqui uma das mais perfeitas máquinas de comédia do teatro: um sistema em que cada erro gera um erro maior.
O que nos interessava não era apenas contar esta história, mas explorar o prazer do próprio mecanismo teatral. Quando duas pessoas iguais entram no mesmo espaço, a realidade torna-se instável. O palco torna-se um lugar onde a lógica falha e onde o jogo teatral se revela diante do público.
Esta criação parte de um trabalho fortemente centrado no ator: no corpo, no ritmo, na precisão da palavra e no encontro direto com os espetadores.
A comédia, neste caso, não é apenas um género. É uma forma de olhar para o mundo e de reconhecer que o erro, o acaso e o desencontro fazem parte da experiência humana, e que o teatro é um lugar privilegiado para os transformar em encontro.