DESAGUAR encerra percurso artístico em rede em Vila Nova de Cerveira
O projeto “DESAGUAR”, promovido pela Fundação Bienal de Arte de Cerveira (FBAC), encerra
no próximo sábado, dia 23 de maio, marcando o final de um percurso artístico desenvolvido
em rede entre Vila Nova de Cerveira, Loulé e São Miguel (Açores). Centrado na água enquanto
matéria, conceito e experiência, o projeto reuniu artistas, curadores e comunidades ao longo
de dois anos em torno de práticas de criação situadas e colaborativas. A participação no
programa é gratuita.
O encerramento terá início às 16h00, no Convento de San Payo, com o lançamento do catálogo e
a apresentação do documentário do projeto, que documenta o processo de residências,
encontros e dinâmicas de criação realizadas ao longo de 2025 e 2026.
Às 19h00, no Palco das Artes, será apresentado o concerto “Arquitecturas da Água”, de Luís
Bittencourt, criação que encerra simbolicamente o projeto através de uma reflexão sonora sobre os
fluxos e transformações da água.
O momento assinala igualmente o término da exposição “Devir-Água”, patente no Convento de S.
Payo, que reúne obras de Ana Maria Pintora, Bertílio Martins, João Amado, Margarida Andrade,
Milita Doré e Patrícia Oliveira, resultantes das residências artísticas nos três territórios envolvidos.
Para a diretora artística da FBAC, Mafalda Santos, o projeto “propôs a água como linguagem e
método, permitindo pensar a criação artística como um processo contínuo de circulação e
transformação entre territórios”.
O Presidente da FBAC, Rui Teixeira, sublinha que o DESAGUAR “reforça a importância de práticas
colaborativas e descentralizadas, aproximando instituições, artistas e comunidades num mesmo
campo de criação contemporânea”.
O projeto DESAGUAR, coordenado pela FBAC em parceria com o Arquipélago – Centro de Artes
Contemporâneas (Açores) e a Galeria de Arte do Convento do Espírito Santo (Loulé), foi apoiado
pelo Programa de Apoio a Projetos 2023 da Rede Portuguesa de Arte Contemporânea (RPAC).
Programa
Encerramento do projeto "DESAGUAR"
23 de maio (sábado), entrada gratuita
16h00: Lançamento catálogo e documentário do projeto (Convento de San Payo)
19h00: Concerto “Arquitecturas da Água" de Luís Bittencourt (Palco das Artes)
Sobre o espetáculo “Arquiteturas da Água”
“Arquiteturas da Água” é um espetáculo performativo e transdisciplinar de Luís Bittencourt que
homenageia a água enquanto matéria criativa, através de uma arrojada abordagem conceitual que
reúne no mesmo programa algo um tanto raro na música moderna e contemporânea: quatro obras
homónimas (Water Music) de artistas seminais da arte musical nestes domínios: o multi-facetado e
premiado compositor e artista visual Tan Dun (1957); Joseph Byrd (1937), um dos precursores da
estética musical minimalista; Toru Takemitsu (1930-96), compositor de várias obras de inspiração
aquática, e John Cage (1912-92), um dos mais influentes artistas do século XX. Neste espetáculo,
que inclui as primeiras audições nacionais das obras de J. Byrd e T. Takemitsu, a água é usada tanto
simbólica quanto literalmente para revelar novas potencialidades sonoras, performativas e visuais.
Luís Bittencourt é multi-instrumentista, compositor e tem uma forte relação com a pesquisa sonora e
improvisação, o que pode ser verificado em seu último disco, “Instrumentalities and audible volitions”
(2023). Este concerto inclui ainda a estreia de uma nova obra “Water Music” criada por Luís
Bittencourt e o compositor/artista dos novos media e tecnologia musical, Rui Penha.

Exposição “Devir-Água”
28 de março a 23 de maio de 2026
Local: Convento de S. Payo
Horário: sábados e domingos: 14h00 às 18h00
Curadoria: Mafalda Santos, com a colaboração da restante equipa curatorial: João Serrão e Mirian
Tavares (Loulé) e Jesse James (Açores).
Artistas representados: Ana Maria Pintora, Bertílio Martins, João Amado, Margarida Andrade, Milita
Doré, Patrícia Oliveira.